Apresentação


Nasce a cerca de 1900m de altitude na Serra da Estrela e, com os seus 214km de extensão, o Zêzere é o segundo maior rio de curso exclusivamente português (sendo o primeiro o Mondego).
É afluente do rio Tejo, estando a sua foz a Oeste da vila de Constância e a cerca de 56 metros acima do nível do mar. O seu largo caudal e desnível fez com que fossem construídas três grandes barragens no seu percurso (Bouçã, Cabril e Castelo de Bode) que produzem anualmente cerca de 700GWh de energia.
O nome tem origem Árabe e significa "rio das cigarras".

rio Zêzere

É pela região do Baixo Zêzere que se propõe um agradável trajecto em redor do majestoso rio.
O itinerário começa na barragem de Castelo de Bode, uma das mais importantes do país. Serve não só para a produção de energia eléctrica (cerca de 395GWh por ano) mas também para o abastecimento de água a Lisboa, como defesa de cheias, sendo também utilizada para actividades recreativas.

Daqui o percurso sobe o rio pela margem Este, passando pelos miradouros da Aldeia do Mato e de Fontes onde as vistas para a albufeira são fantásticas.

miradouro de Fontes

Paragem obrigatória no bonito lugar do Penedo Furado onde a Ribeira de Codes cai numa bonita cascata. A queda de água é acessível pela praia fluvial através de um passadiço com cerca de 700 metros (ida).

Mais acima está o miradouro que oferece uma vista panorâmica sobre este fabuloso troço da ribeira.

vista do miradouro do Penedo Furado

Depois em direcção a Vila de Rei, de seguida travessia do Zêzere em direcção à vila de Ferreira do Zêzere e daí segue-se até ao histórico lugar de Dornes com vista privilegiada sobre a albufeira.

Continua o rumo a Norte até à barragem do Cabril, a barragem de Portugal de maior altura (136 metros). Será aqui também o ponto mais alto do Zêzere no nosso percurso.

barragem do Cabril

Nova travessia do rio pela barragem. Um pouco do IC8 para chegar rapidamente até Figueiró dos Vinhos e daí seguimos até ao lindíssimo lugar das Fragas de São Simão. Neste local, junto à fabulosa praia fluvial com o mesmo nome, encontram-se as Fragas onde a ribeira de Alge estreita na sua passagem por duas colunas rochosas de cerca de 70 metros.

fragas de São Simão

Finalmente, regresso a Sul pela margem Oeste com passagem pela lindíssima Foz de Alge para um último olhar sobre o Zêzere.

miradouro da Foz de Alge

Daqui segue-se até o lugar de Ribeira do Brás por uma estreita e bonita estrada cénica.

Finalmente o regresso a casa poderá ser feito sem demoras pela via rápida do IC3

Para além da beleza paisagística este trajecto proporciona ainda a passagem por algumas praias fluviais onde poderá ser feita uma paragem mais demorada.

praia fluvial da Aldeia do Mato

Ainda assim, recomenda-se boa gestão do tempo pois apesar do itinerário ter apenas 150 quilómetros o percurso é sinuoso e existe estreitamento da via em vários pontos que obrigam a circular com velocidade reduzida.

Embora as condições climatéricas por aqui raramente sejam extremas, recomendam-se a visita durante a Primavera e Outono, altura em que o caudal do rio é mais significativo e a cor da paisagem mais interessante



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