Aldeias da Raia


Idanha-a-Velha (Idanha-a-Nova)

Uma das mais antigas do conjunto as primeira fundações remontam ao Império Romano. Foi rebaptizada como Egitânia no tempo dos visigodos e tomada pelos árabes no final do século I. Dom Afonso III de Leão reconquistou-a fazendo o seu território já parte do Condado Portucalense. Mais tarde Dom Afonso Henriques doa Idanha-a-Velha e Monsanto a Dom Gualdim Pais cavaleiro da Ordem dos Templários. Recebeu o seu primeiro foral em 1229 sobre reinado de Dom Sancho II. Foi concelho de 1821 a 1836.

Idanha-a-Velha está localizada num meandro do Rio Ponsul que a envolve expecto a Norte. Do seu legado militar actualmente apenas existe parte da muralha de traçado oval e algumas ruínas da Torre de Menagem (Torre dos Templários).

Pontos de interesse: Igreja de Santa Maria (Sé Catedral), Igreja Matriz, Pelourinho, Arquivo Epigráfico, Lagar de Varas (Posto Turismo) Porta Norte, Muralhas e Torre de Menagem (Torre dos Templários), Ponte Romana sobre Rio Pônsul, Casa Marrocos e Capela de São Sebastião (exterior), entre outros.

Monsanto (Idanha-a-Nova)

Embora se suponha que tenha existido por aqui um castro pré-histórico próximo, a origem da aldeia de Monsanto remonta ao reinado de Dom Afonso Henriques quando este derrotou os árabes e doou (1165) o lugar a Dom Gualdim Pais. É nessa altura que pela mão deste cavaleiro da Ordem dos Templários se constrói o castelo recebendo pouco depois (1174) carta de foral. Monsanto foi sede de concelho até 1853.

Está localizada na encosta Norte do Cabeço de Monsanto (que deriva de Mons Sanctus ou Monte Santo) tem o título de "Aldeia mais Portuguesa de Portugal" que conquistou em 1938 num concurso promovido pelo Estado Novo. Foi-lhe atribuído um Galo de Prata, prémio do concurso que poderia ser exposto na aldeia até à seguinte edição do concurso - que deveria decorrer num espaço de dois anos, o que nunca veio a acontecer. A primeira edição foi única e uma réplica do Galo de Prata ainda hoje se pode avistar na Torre do Relógio (ou de Lucano).
Poderá haver dúvidas sobre o mérito do seu título, mas não haverá nenhuma incerteza sobre a beleza do local e das suas ruas estreitas onde o granito predomina sendo muitas vezes parede e cobertura de habitações

Pontos de interesse: Miradouro da Praça dos Canhões, Igreja Matriz (Nossa Senhora da Azenha), Igrejas de São Salvador, Cruzeiro, Pelourinho, Torre do Lucano, Portas de Santo António, casa onde Fernando Namora residiu, Chafariz da Fonte Nova, Forno Comunitário, Gruta de Monsanto, Arco de São Sebastião, Portas de Santo António, Furdas, Rota dos Barrocais, Penedo do Pé Calvo, Muralhas, Cisterna Torre de Menagem, Ruinas Capela de São Miguel, Laje das Treze Tigelas.

Sortelha (Sabugal)

É uma das vilas com origens medievais mais bem preservada. Foi-lhe concedido carta de foral em 1228 pela mão de Dom Sancho II. As fundações do castelo e muralha remontam a essa altura mas admite-se que aqui tenha existido um castro pré-romano. Foi vila e sede de concelho entre 1288 e 1855.

Sortelha é verdadeiramente uma aldeia de granito. Deste material são feitos o castelo, as muralhas, as casas e todo o pavimento das ruas. A sua localização num cabeço foi característica relevante na sua constituição pois daqui é possível avistar a longa distância todos os campos em redor.

Pontos de interesse: Largo do Corro, Muralhas, Portas, Igreja Matriz (Nossa Senhora das Neves), Castelo e Torre de Menagem, Antiga Cidadela (com Cisterna), Pelourinho Manuelino, Antiga Casa da Câmara, Casa do Governador, Casa Árabe, Jardim do Anel, Cabeça da Velha, entre outros.

Sabugal

A primeira presença humana neste local é atribuída a um antigo castro pré-histórico que terá aqui existido junto ao Rio Côa. Os romanos também terão fixado aqui uma pequena guarnição militar para assegurar a travessia do rio.
Da presença muçulmana pouco se sabe mas em 1160 será provável que Dom Afonso Henriques tenha tomado posse destas terras perdendo-as logo de seguida para o Reino de Leão.
Em 1296 dá-se a reconquista por Dom Dinis que manda construir vários castelos na região um deles o do Sabugal conhecido pelo Castelo das Cinco Quinas (pela sua Torre de Menagem elevada de morfologia pentagonal). É também nesta data que lhe é atribuído foral e que a sua posse definitiva é assegurada pelo Tratado de Alcanizes (1297).
Diz a tradição que foi no largo do castelo que se deu o famoso milagre das rosas com a Rainha Santa Isabel e o Rei Dom Dinis.

Sabugal é sede de município e integrou os concelhos de Alfaiates e Vila do Touro em 1836, e de Sortelha e Vilar Maior em 1855. O concelho encontra-se hoje inserido na Serra da Malcata sendo a cidade ladeada a Oeste pelo Rio Côa que por aqui continua depois de atravessar a Sul, a Barragem do Sabugal.

Pontos de interesse: Castelo, Torre Sineira e Porta da Vila, Museu do Sabugal, Pelourinho, Praia da Devesa (Rio Coa), Centro Histórico da Cidade, Câmara Municipal, Igreja Matriz (São João), Igreja da Misericórdia (tem no seu interior a pedra utilizada como medida medieval do Côvado também conhecida como Alna, utilizada como medida linear em tecidos e que correspondia a 66cm, 3 palmos).

Castelo Mendo (Almeida)

Situada a uma dezena de quilómetros da fronteira a aldeia de Castelo Mendo encontra-se no topo de um afloramento granítico e está integralmente contida entre muralhas.

À semelhança de outras estima-se que tenham ocorrido aqui povoamentos anteriores à ocupação romana. A primeira edificação do castelo terá ocorrido somente no final do século XII durante o reinado de Dom Sancho I. Recebeu carta de foral em 1229 quando também se estipulou a primeira Feira Franca oficial do reino a decorrer por oito dias durante a Páscoa, festa de São João e festa de São Miguel. À época nomeado por Dom Dinis era seu alcaide Mendo Mendes (e daí também a provável origem do nome).

Foi integrada definitivamente no território português pelo Tratado de Alcanizes em 1297. Os primeiros registos de abandono surgem em 1509 acentuando-se quando deixa de ser sede de concelho em 1855. Actualmente está bem preservada e conta com uma centena de habitantes.

Pontos de interesse: Porta da Vila, Mendo e a Menda, Igreja de São Pedro, Pelourinho, Casa da Câmara (Posto de Turismo, Museu dos Sentidos), Ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo, Porta do Castelinho, Sepultura do Fidalgo (Pedra tumular de Miguel Augusto de Sousa Mendonça Corte Real).

Almeida

Foi tomada aos mouros no reinado de Dom Sancho II por Dom Paio Guterres neto de Dom Egas Moniz que a rebaptizou de Almeida. Subsistiu a sucessivas guerras e invasões tendo sido definitivamente recuperada aos Franceses em 1811.

Considerada a mais monumental do país, a sua praça-forte (com seis baluartes e um perímetro de 2500 metros) surge durante a Restauração de Independência tendo as obras sido concluídas no final do século XVIII por ordem do Conde de Lippe. Sofreu grandes danos quando foi tomada pelos Franceses que debaixo de fogo de artilharia fizeram explodir o paiol. Foi novamente palco de conflito durante as Guerra Liberais entre 1832 e 1834.
Em 1927 sai o último esquadrão de cavalaria e Almeida perde definitivamente a sua função militar. É sede de município desde 1926.

Pontos de interesse: Muralhas, Quartel das Esquadras, Ruínas do Antigo Castelo, Torre do Relógio, Pousada, Casa da Roda, Paços do Concelho, antigo Quartel da Artilharia, Museu Militar.

Castelo Rodrigo (Figueira de Castelo Rodrigo)

Trata-se de um lugar muito antigo onde se supõe que a presença humana remonte à pré-história. Por aqui passaram túrdulos, romanos e mouros até à integração no Reino de Leão (século XI) e mais tarde no território português (Tratado de Alcanizes em 1297). É nessa altura que que Dom Dinis manda reconstruir Castelo Rodrigo bem como reforçar as suas muralhas. Foi despovoado durante as Guerras da Independência tendo sido reconstruído o castelo em 1508 por ordem de Dom Manuel I. O castelo foi residência oficial do nobre Cristóvão de Moura entre os séculos XVI e XVII. O seu apoio a Dom João I de Castela na crise dinástica valeu-lhe a rebelião da população que incendiou o palácio transformando-o na ruína que hoje se conhece.

Castelo Rodrigo está elevado num monte onde predomina os quartzitos brancos e róseos. A aldeia preserva ainda o traçado medieval de praça circular com cintura de muralhas que se supõe tenham sido originalmente construídas pelos romanos. Está defronte à notável Serra da Marofa cuja elevação máxima situa-se a cerca de 977m de altitude.

Foi elevado a concelho no século XVI mas desde então vai perdendo notoriedade para a povoação de Figueira situada mais abaixo. Em 1836 perde a sede de concelho para Figueira que passa a chamar-se Figueira de Castelo Rodrigo.

Pontos de interesse: Ruínas do Castelo, Ruinas do Palácio de Cristóvão de Moura, Pelourinho Manuelino, Cisterna, Igreja Matriz (Nossa Senhora de Rocamador), Porta do Sol, Torre do Relógio, Padrão da Restauração, Serra da Marofa, entre outros.

Pinhel

A cidade de Pinhel está localizada nas encostas do Rio Côa e faz assim parte das terras de Ribacoa com outras sedes de município com o Sabugal e Mêda. Está rodeada por colinas, planaltos, montes e não muito distante da Serra da Marofa.

Pensa-se que os túrdulos se terão fixado nestas terras por volta 500 aC. No entanto Pinhel ganhou o seu foral apenas em 1209 pela mão de Dom Sancho I. É no reinado de Dom Dinis que é reedificado o castelo e construída a muralha em redor da vila (actual zona histórica). É conhecida como "Cidade Falcão", figura também representada no seu brasão.

Reza a lenda que o destacamento de Pinhel terá capturado o Falcão preferido do Rei de Castela durante a Batalha de Aljubarrota e que a partir desse momento o Mestre de Aviz passou a designar o lugar como Pinhel Falcão. Verdadeiramente o Falcão de Pinhel representa a lealdade e bravura dos pinhelenses que durante os ataques de Castela se mantiveram patrioticamente ligados ao movimento de Mestre de Avis.

Pontos de interesse: Castelo, Portas do Castelo, Muralha, Caminho da Ronda (percurso na muralha), Pelourinho, Torre do Relógio, Barbacã, Solar Falcão (Câmara), Casa da Cultura, entre outros.



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